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"The only sin there is, is stupidity" - Oscar Wilde

Tuesday, March 17, 2009

Palavras para Quê?

As palavras são vazias. São sempre frias e insensíveis. São sempre inócuas. Porque são apenas palavras e as palavras não sentem, não ferem, não amam, nem odeiam. Palavras são apenas nomes que chamamos às coisas para as distinguir umas das outras.

A palavra "amo-te" não vale mais que qualquer outra palavra, só tem valor se tiver algo por trás que a suporte. A palavra desculpa é completamente vazia, senão houver verdadeiro remorso por trás. A palavra "odeio-te" não fere mais do que leve toque, a menos que carregue nela o ódio e a raiva, ou que seja proferida com a intenção de ferir.
Não são as letras das músicas que nos tocam, mas o sentimento que revelam, a emoção com que são entoadas, a forma como se enrolam na melodia.

Porque as palavras são apenas a forma como aprendemos a exprimir-nos, a dizer o que sentimos e o achamos. Mas são facilmente fingidas. Não, as palavras não ferem. O que fere é a intenção por trás delas. Ferem quando se sente nelas a intenção de ferir. Emocionam quando exclamadas, ditas, cantadas ou escritas com verdadeira paixão por trás.

Mas talvez seja um pouco cínico desprezar as palavras quando se escreve um blog. Se as palavras são vazias, de que serve escrevê-las? Para quê ler? Para quê falar?

Porque por muito vazias que sejam sozinhas, uma palavra traz sempre consigo a emoção ou pensamento de quem a transmite. Ou porque são uma ferramenta, usada precisamente para transmitir algo que não sabemos mostrar de outra forma (e às vezes nem por palavras conseguimos). As palavras são uma ferramenta e, como qualquer ferramenta, desprovidas de vida e emoção até que pegamos nelas e lhes damos um sentido.
Mas será sempre esse sentido que fere, magoa, emociona, toca, exaspera, conforta.

1 comment:

Beautiful Disaster said...

uau!! agora fizeste-me pensar... ja nao tinha em grande opiniao certas coisas que saíam da minha propria boca mas agora penso como existiam "amo-te"'s que saíam sem qualquer fundamento ou palavras que tentavam magoar mas eram ditas por acaso... Adorei este teu texto :). Passa pelo meu blogue se puderes ;).